home inkiri om últimas biografia discografia vídeos galeria imprensa contato EN



maria rita stumpf

Maria Rita Stumpf nasceu na serra gaúcha e começou a compor aos 14 anos de idade e a cantar ainda adolescente em festivais e em seus proprios shows. Em 1985, transferiu-se para o Rio de Janeiro onde seguiu sua carreira, lançando em 1988 o incensado LP Brasileira com Luiz Eça, Grupo Uaktí e Ricardo Bordini. Em 1993, lançou o CD Mapa das Nuvens. Em seguida, decidiu dedicar-se inteiramente à sua empresa de produção cultural, Antares, afastando-se dos palcos e gravações.

Teve sua música redescoberta por DJs e colecionadores de vinil internacionais por volta de 2015. Cântico Brasileiro No 3 foi incluída na Coletânea “Outro Tempo” organizada pelo DJ e pesquisador John Gomez para o selo holandês Music From Memory, lançada em fevereiro de 2017. Os Djs da Festa Selvagem criaram o selo Selva Discos naquele mesmo ano para lançar o LP Brasileira remasterizado, em julho. Em Outubro o EP Remixes – Maria Rita Stumpf foi lançado mundialmente incluindo uma nova gravação de Cântico Brasileiro No 3 com Paulo Santos e os DJs, e Lamento Africano/Rictus remixadas pelo DJ francês Joakim.

Regressou aos palcos participando do Kino Beat Festival, edição paulista do Dekmantel Festival e Red Bull Music Academy Festival.



Todos. Origem. As duas palavras - que soam como sementes do sentido da existência humana - são cantadas repetidas vezes, ecoadas, espelhadas nos últimos segundos de “Inkiri Om”, canção que abre e dá título ao álbum. “Todos” e “origem” guardam em grande medida o que se ouve no álbum em que Maria Rita interpreta composições próprias e de icônicos brasileiros. Aponta na direção de uma consciência da comunhão e das raízes humanas, da forma como os destinos se encontram entrelaçados desde o início, obviedade que nos é lembrada pela pandemia que nos assola neste 2020.

Concretiza em música um universo em que a comunhão e a ligação com a origem são a base. E faz isso desafiando conceitos como lugar de fala e apropriação cultural. Gaúcha e branca, mergulha em tradições indígenas, africanas, latinas, indianas, árabes, asiáticas, europeias para construir “Inkiri Om”.

“A essência humana é uma só, seja no Xingu ou em Manhattan”, defende a cantora. “E a essência está na origem. Por não respeitarmos a origem estamos caminhando para nosso fim. Não à toa a capa do disco (desenvolvida pelo designer Juliano de Oliveira Moraes, a partir de pintura de Julio Saraiva e obra de Miguel Gontijo, criada especialmente para o álbum) traz o oroboro, figura mitológica que está em várias culturas e na minha vida”.

Leonardo Lichote, crítico musical



desenvolvido com e pela Matheus Câmara. todos os direitos reservados. ©MariaRitaStumpf - 2020